quinta-feira, 5 de maio de 2011

A inclusão digital e a educação

A inclusão digital, num primeiro momento, parece ser fácil de ocorrer. Alguns mais empolgados sugeririam de cara a distribuição de computadores para todo mundo, outros mais esquecidos diriam para distribuir acesso à internet sem antes verificar a existência de computadores em todos os núcleos familiares.
Incluir digitalmente não significa somente dar as ferramentas necessárias para o acesso à internet. É como se compararmos o estudo de um instrumento musical. De nada adiantaria ter um excelente instrumento se você colocar esse instrumento musical a disposição de um indivíduo que não conhece o mínimo de conhecimento sobre a estrutura do instrumento e como tocá-lo. É o que infelizmente ocorre com a inclusão digital: o governo disponibiliza as ferramentas e todos os equipamentos necessários para acesso, mas esquece que a maioria da população não é letrada se quer alfabeticamente, que dirá digitalmente. É aqui que entra o “ponto-chave”, “a solução dos problemas do mundo”, “a salvação social do planeta”: a educação.
"...Educar é fazer com que a sociedade alcance níveis de desenvolvimento cada vez mais sólidos e emergentes..."
A Educação é a base de qualquer sociedade, cultura e nação. Se quisermos entender a situação de um período histórico, de uma cultura ou de uma sociedade, basta olharmos o desenvolvimento da educação. Educar é fazer com que a sociedade alcance níveis de desenvolvimento cada vez mais sólidos e emergentes. É partindo disso que entendemos a relação entre educação e inclusão digital.
Antes de incluir digitalmente é necessário educar digitalmente. Um indivíduo que nunca esteve em contato com um computador, um notebook, não está necessariamente apto a interagir de forma plena com esse tipo e qualquer outro tipo de tecnologia. É essencialmente necessário educar digitalmente a população desprovida de tecnologia para assim então permitir o início da inclusão digital.
A inclusão digital é muito importante para a inclusão social e deve estar ligada ao processo de ensino-aprendizagem desenvolvido nas instituições de ensino básico particular ou pública. Se o letramento digital for iniciado quando ainda se é criança, a inclusão digital se torna mais fácil e menos dependente de projeto do governo que nem sempre funcionam.
Dentro da própria modalidade EaD de ensino, observamos a dificuldade de alguns ingressantes em lidar com as tecnologias. Quando se inicia um trabalho com softwares editores de partituras, há dificuldades em entender o mecanismo do programa. Quando se vai gravar um áudio, há infinidades de barreiras e bloqueios. Quando se vai gravar um vídeo, não se consegue qualidade mínima necessária para definir e avaliar o trabalho. Todos esses problemas existem por causa de um único fator: educação. O fator “educação” gera todos os outros fatores conseqüentes para chegar ao fator “inclusão social”.
Com todas essas explanações podemos concluir que tudo o que envolve inclusão, seja ela social, política, econômica, digital, etc. está diretamente ligado a educação como um todo. Isso nos faz ter a certeza de que aquela frase do governo “Brasil, um país de todos” só se fará verdade quando surgir o verdadeiro sentido da frase – que infelizmente inexiste nos projetos do governo – “Educação plena, um direito e um dever de todos”.

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